Distúrbios da disfunção e ejaculação

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Quando a excitação chega a altos níveis, o orgasmo é inevitável. No homem, ele está associado ao fenômeno de expulsão do esperma, denominado ejaculação.

Quando a ejaculação ocorre de forma muito rápida, por ausência, constante ou intermitente, do controle voluntário, ela é designada como Ejaculação Precoce ou Ejaculação Prematura e faz parte de um conjunto de “Distúrbios da Ejaculação”.

Caracterizada pela falta de autonomia sobre o ato de ejacular, a Ejaculação Precoce preocupa o homem contemporâneo, que teme não agradar a parceira, uma vez que as mulheres já conquistaram o direito a uma vida sexual prazerosa.

Esse quadro disfuncional, muitas vezes, causa enorme sofrimento psicológico no homem e em sua parceira, porque ela também anseia por sentir e por dar prazer.

Usando um critério quantitativo, é possível nos basear no tempo de penetração e em um fator que envolve os movimentos coitais. Alguns autores consideram prematura a ejaculação que ocorre durante os primeiros 30 segundos de penetração e outros autores, como Kinsey et al. (1949), fixam este tempo em 2 minutos. Quanto ao fator movimentos coitais, certos pesquisadores, consideram que uma relação sexual ideal deva abarcar pelo menos 15 movimentos (JON MEYER, 1977).

Como pesquisadora, entendo que não existe um parâmetro absoluto. Na relação sexual, é essencial que se utilize um critério qualitativo, que valorize a interação entre os parceiros na busca do prazer.

Mas, sendo a ejaculação um ato reflexo, portanto involuntário, o homem deve procurar exercer o controle de suas condições premonitórias, isto é, daqueles eventos e sensações que prenunciam uma “eminência ejaculatória”. Trata-se de controle e de autonomia sobre o seu próprio corpo; domínio este que, nos casos de Ejaculação Precoce, é “perdido”, dando lugar à incerteza, à ansiedade e aos conflitos relacionais.

A Ejaculação Precoce é a mais frequente das disfunções sexuais e está presente em 30% da população masculina e em 50% das relações cotidianas de um casal.

A Ejaculação Prematura pode ser classificada em primária ou secundária, sendo que a primária tem causas psicológicas e a secundária, é determinada por fatores orgânicos, que, por sua vez, acabam, também, por provocar consequências psíquicas.

As causas sempre envolvem um conjunto de acontecimentos, sensações e marcas emocionais, recentes ou com origem nas diversas fases do desenvolvimento infantil. Existem autores que apontam a masturbação e relações apressadas como principais causas, sendo a Ejaculação Precoce a consequência de um hábito adquirido por aprendizagem inadequada.

Além da ansiedade, comum em todas as disfunções, a Ejaculação Precoce pode gerar outras consequências insalubres, como: a diminuição da autoestima do homem, o sentimento de vergonha pela frustração repetida em não satisfazer a parceira, a esquiva do ato sexual ou, até mesmo, o aumento compulsivo de relações sexuais, na busca de compensação. Alguns homens para compensar isso, procuram aumentar o pênis de várias formas, para surpreender as mulheres.

Nos casos mais graves, além do inevitável desgaste na relação afetiva do casal, o sentimento de tristeza e a insegurança podem difundir-se para outras áreas da sua vida, como o trabalho, a vida social e familiar. Por fim, pode ocorrer, também, a somatização do problema, situação que pode levar, até mesmo, ao adoecimento do corpo.

Tratamento ou Procedimentos Terapêuticos

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A Ejaculação Precoce é a disfunção sexual mais fácil de ser tratada. Em 98% dos casos se obtém uma solução favorável e o tratamento também é o mais rápido, se comparado ao de outras disfunções.

As técnicas da psicoterapia cognitiva comportamental, o relaxamento, a dessensibilização, o esclarecimento e a intervenção terapêutica com o casal, têm se mostrado métodos muito satisfatórios.

Antes da escolha das técnicas psicoterapêuticas, é imprescindível uma avaliação ou o diagnóstico do homem, portador da disfunção, e, para tanto, é necessário a aplicação de questionários e entrevistas próprias da sexologia. Também é prudente fazer uma avaliação da relação conjugal.

O uso de antidepressivos, tranquilizantes e estimuladores de ereção, antes indicados por alguns médicos e pesquisadores, resultaram em insucesso. De modo geral, a farmacoterapia tem decepcionado, principalmente devido aos efeitos colaterais, mas, também, porque, após a retirada a droga, o quadro disfuncional se restabelece.

Referências Bibliográficas:

KINSEY, Alfred; POMEROY, Wardell & MARTIN, Clyde. Conducta sexual del Varón. México: Editorial Interamericana,1949.

MEYER, Jon K. Tratamento clínico dos distúrbios sexuais. São Paulo: Manolo, 1977.

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